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Condessa de Melo

Condessa de Melo

01
Dez20

Sobre a origem de nomes Portugueses: os comentários do nobre Daniel

Rafaela da Silva Melo

Saudações,

Nesta postagem da origem dos nomes portugueses, dentre os quais, o meu, Silva e Melo, os quais remotam de antes do aparecimento dos primeiros cristãos e depois dos Judeus Sefarditas e demais grupos.

O carissímo Daniel, aos 27 de setembro de 2020, no site ncultura.pt fez uma explanação muito informativa e elogiada com relação a estes nomes, a qual vou destacar em meu blog. 

No Dictionary of Sephardic Surnames há uma listagem completa de nomes e seus significados e origens. É algo que desejo adquirir em breve!

Segundo Daniel,

"Fomos informados de que a maioria dos sobrenomes portugueses foram adotados pelos judeus portugueses durante a adoção forçada de sobrenomes em 1497. Isso não é verdade. Os judeus já possuíam muitos dos chamados sobrenomes portugueses puramente cristãos.

Por exemplo, meu sobrenome é Pimentel, um sobrenome judeu português cristão e sefardita considerado muito nobre e distinto, mas muito mais judeu. Há evidências de que o sobrenome Pimentel já existia antes das adoções forçadas. Havia Pimentels mesmo nos anos 1200. Além disso, os judeus já possuíam um brasão de armas de Pimentel, concedido pelo rei português da época. Mas pode que seja que o brasão ja o pertencia a familia judia Pimentel, e nao concedido pelo rei português. E o sobrenome Pimentel aparece com frequência em todos os livros e enciclopédias judias. En muitos casos o sobrenome e mencionado antes de 1497 durante as adoções forcadas.

Então, devemos acreditar que os judeus sefarditas portugueses adotaram um sobrenome que já era deles durante a adoção forçada em 1497? Isso não faz sentido. Acredito que eles concordaram com o jogo e fingiram que não eram Pimentel. Você pode imaginar a reação dos inquisidores se um judeu Pimentel dissesse que já o tinha o sobrenome e o brasão de armas de Pimentel? A reação do inquisidor seria ‘não tens vergonha de dizer uma coisa tao estupida?’, Pimentel é um Sobrenome Portugues cristão e sempre foi. E como e que você não quer adotar um sobrenome de cristão português porque afirma que já o possui? Não temos outra opção se não condená-lo à morte por heresia.

Ninguém nunca olha para a situação deste ponto de vista. Alguns sobrenomes portugueses eram mais sefarditas do que outros. Com isso, quero dizer que, como os sobrenomes judaicos Ashkenzi que são comumente atribuídos aos judeus, nove em cada dez vezes alguém com um sobrenome como ‘Goldberg’ ‘Rosenthal’ muitos nomes derivados da natureza, tanto como muitos sobrenomes portugueses. Esses tipos de sobrenomes Ashkenazi são considerado nomes judeus e não alemão. Esse tipos de sobrenomes ornamentais de: arvores, plantas, vegetais, frutas, flores, animais, etc., passou a ser bastante associado aos judeus asquenazes, tanto como aos judeus portugueses. Da mesma forma, um sobrenome como ‘Oliveira’ pertencia a muito mais judeus sefarditas do que aos cristãos, que com o tempo tornou-se verdadeiramente um sobrenome judeu português, porque superavam em número dos cristãos por 8 ou 9 para 1. Um dos 12 tribos israelitas era ‘Asher’. O brasão deles tinha uma ‘Oliveira’ no centro. Isso comprove que arvores ja eram usadas nos brasões (emblemas) dos israelitas desde os tempos bíblicos.

Não esqueçamos que a maioria dos judeus portugueses se tornou cristã por conversão forçada. Antes disso, havia provavelmente muito poucos sobrenomes cristãos como Oliveira, Pereira, Pimentel, etc. Mas os judeus certamente já possuíam esses tipos de sobrenomes muito antes das conversões forçadas. Como tal, dizer que todos os sobrenomes portugueses são puramente cristão é uma grande falácia. De fato, os sobrenomes portugueses têm muitas origens diferentes, por exemplo, sobrenomes que têm origem: árabe, grego, celta, italiano, germânico, francês, etc., etc.

A verdade foi escondida de nós há muito tempo. Quanto mais pesquisamos e cavamos, mais verdades surgirão."

E prossegue:

"Muitos desses sobrenomes que são aceitos como sobrenomes portugueses católicos, realmente são sobrenomes que pertenciam aos antigos judeus. Por exemplo, um sobrenome como ‘Menezes ou Meneses’ era de origem Judeia, e foi escrito ‘Menasseh ou Menashe’ em hebraico, e aparece muitas vezes na a bíblia judaica chamada a ‘torá, que é mais conhecido como o ‘antigo testamento’. Portanto, este sobrenome foi transliterado para o moderno sobrenome português ‘Menezes’ ou ‘Meneses’. Este é apenas um exemplo.

A questão não é se alguém é judeu ou não apenas porque tem um sobrenome que foi usado por muitos, muitos judeus. A questão é se um assumido sobrenome português católico nos dias de hoje é originalmente de origem judaica, e não de origem católica.

Lembre-se, os judeus vivem em Portugal desde 70 D.C. e tantos sobrenomes que sempre se acreditava serem de origem católica portuguesa são realmente de origem judaica."

Outro comentário interessante para esta postagem é do Jaime, que menciona os arquivos da Torre do Tombo, diz:

“Pimentel” e considerado um sobrenome nobre e distinguido de origem Judeu – Portugues. No “Torre-do-Tombo” em Lisboa existem arquivos de milhares e milhares de sobrenomes de cristãos-novos que eram suspeitos de recaída para ao Judaísmo. Eles foram julgados pelos tribunais de inquisição da Santa Igreja Católica de Portugal, nas cidades principais como Coimbra, Porto, e Lisboa. Pimentel é um dos muitos sobrenomes que pertenceram a milhares de Judeus-Portugueses. Outros sobrenomes de cristãos-novos que aparecem com muita frequência sao: Albuquerque, Almeida, Azevedo, Carneiro, Cordeiro, Castro, Coelho, Costa, Couto, Cunha, Dias, Ferreira, Fernandes, Machado, Furtado, Fonseca, Gama, Garcia, Gomes, Gouveia, Oliveira, Pinheiro, Henriques, Lima, Maciel, Mendes, Menezes, Miranda, Morais, Nogueira, Noronha, Nunes, Pacheco, Pereira, Pimentel, Pinto, Pires, Queiróz, Ribeiro, Sampaio, Sequeira, Silva, Simoes, Soares, Sotomaior, Azevedo, Bethancourt, Cabral, Carvalho, Lobato, Mascarenhas, Meira, Melo, Mendonça, Morreira, Sousa, Tavares, Teixeira, Vasconcelos, Velho, Vieira."

Na minha contribuição, consiste no livro "Brasões da Sala de Sintra", de Anselmo Braacamp Freire, com um capítulo dedicado aos primeiros Silvas, a linhagem dos Condes e Condessas com a minha autenticação, de atual Condessa desta tão sagrada linhagem.

09
Nov20

Escrita sobre minha história pessoal (continuação da questão 1) e uma foto nova

Rafaela da Silva Melo

Saudações,

Na postagem anterior sobre o preenchimento de um formulário composto de 50 questões sobre minha história pessoal, respondo sobre a origem do meu nome e neste sobre a origem das famílias Silva e Melo, bem como meus títulos de realeza que recebidos.

a) Família Silva:

A sua origem é claramente toponímica, sendo derivado diretamente da palavra latina silva, que significa floresta ou bosque, e tem a sua origem provavelmente na Torre e Honra de Silva, que ficava a meio caminho das freguesias de São Julião e Silva, junto ao concelho de Valença, em Portugal.

Durante a idade média e pelo menos até ao século XVII, o sobrenome Silva era visto como um dos mais nobres do Reino de Portugal. Segundo alguns genealogistas, os Silvas descenderiam, em parte, dos reis de Leão, um antigo e poderoso reino que existia na Península Ibérica durante a idade média e em parte dos Silvios da Roma antiga, uma família lendária que estaria ligada aos reis de Alba-Longa e seriam descendentes do herói lendário Eneias. Porém, não há como comprovar a ascendência dos Silvios da Roma antiga, embora alguns autores citem um antigo manuscrito de Freire Monterroio, ficando assim a ascendência dos reis de Leão a mais provável.

Da família Silva, descendem a atual Condessa de Portalegre, D. Rafaela da Silva Melo, 5.ª condessa de Portalegre.

Brasão de Armas: 

800px-LDAM_(f._54)_Silva_Chefe.jpg

b) Família Melo:

Melo (em ortografia arcaica Mello) é um sobrenome de família da onomástica da língua portuguesa. Sua origem provável é o topônimo Melo (em Portugal), cuja origem poderia ser o nome de uma ave, o melro.

Descende esta família da linhagem dos de Riba de Vizela. D. Soeiro Raimundes de Riba de Vizela que em princípios do século XII vivia na sua quinta de Aguiar, freguesia de S. Cosme, concelho de Gondomar, junto ao Porto, foi rico-homem e alferes-mór de D. Afonso II e casou com D. Urraca Viegas.

Foi chamado o Merlo - ou «melro» -, (contemporâneo dos reis D. Afonso III e D. Dinis) foi chefe de linhagem dos «de Riba de Vizela» e, por esta via, da dos «da Maia». Vindo para o Sul, fundou na Beira a vila de Merlo, depois Melo, sendo dela senhor, bem como de Gouveia.

Do seu casamento com D. Urraca Viegas, filha de D. Egas Gomes Barroso e de sua mulher D. Urraca Vasques de Ambia, teve descendência na qual se fixaria o nome Melo. Assim, de seu filho D. Mem Soares de Melo, que lhe sucedeu como Senhor da vila de Melo, provém a família Melo. De seu outro filho, Pedro Soares, provém a família Alvim.

Da linhagem de Melo descendem os famosos condes de Melo, Luís Francisco Estêvão Soares de Melo da Silva Breyner, 19.° Senhor e 1.° Conde de Melo e Estevão Soares de Melo, 6.º Senhor de Melo. Na atualidade, os titulares do Conde e a Condessa de Melo são: Fernando de Sousa Botelho de Albuquerque (de Sousa, Botelho de Alburquerque) e D. Rafaela da Silva Melo (da linhagem de Estevão Soares de Melo e D. Maria da Silva Melo). 

Familia Melo.jpg

Títulos de realeza

Württemberg:

A casa de Württemberg tem suas origens nas proximidades da dinastia Salian. Por volta de 1080, os ancestrais da moderna Württemberg, então chamada de "Wirtemberg", estabeleceram-se na área de Stuttgart. Conrado de Württemberg tornou-se herdeiro da Casa de Beutelsbach e construiu o Castelo de Wirtemberg. Por volta de 1089, ele foi feito conde. Seus domínios, inicialmente incluídos apenas nos arredores imediatos do castelo, aumentaram de forma constante, principalmente por meio de aquisições, como as de casas empobrecidas de Tübingen. Após, Conrado de Württemberg se estabeleceram o que hoje se conhece como os ducados.

Na Reforma de Worms em 1495, o Conde Eberhard V foi elevado a Duque (Herzog) pelo Rei Alemão, mais tarde Sacro Imperador Romano, Maximiliano I. Durante 1534-1537 o Duque Ulrich introduziu a Reforma Protestante, e o país tornou-se Protestante. O Duque Ulrich tornou-se o chefe da Igreja Protestante local.

No século 18, a linhagem masculina protestante foi extinta, o chefe da casa foi sucedido pelo duque Charles Alexander, um católico romano. Apesar de ter uma família real católica, o protestantismo sobreviveu como igreja estabelecida, dirigida por um conselho da igreja composto por membros da nobreza de Württemberg. A partir de 1797, com a ascensão do duque Frederico II, a família real voltou a ser protestante.

Na atualidade, por meio dos casamentos de seus membros femininos, muitas famílias reais descendem de qualquer um dos ramos de Württemberg. Casas reais incluem: Bourbon, Liechtenstein, Orléans, Windsor, Wied-Neuwied, etc. O Duque Carl von Württemberg e sua esposa, a Duquesa de Württemberg, Diane d'Órleans, nascida em Petrópolis no Brasil, são os atuais chefes da casa. D. Rafaela da Silva Melo e Württemberg (1986-atualidade) recebeu o título de Von Württemberg da Duquesa Diane e desempenha funções reais na casa e na Ordem da Coroa de Württemberg.

800px-Coat_of_Arms_of_the_Kingdom_of_Württemberg

 

Valois (casa):

A Casa de Valois é o ramo da dinastia capetiana que reinou na França entre 1328 e 1589. Sucedeu ao Capetíngios diretos e precedeu os capetíngios Bourbons.

Seus membros sucederam aos da dinastia capetiana na coroa de França e tornaram-se líderes de outros estados, como os Ducados da Borgonha, da Lorena e de Anjou.

A casa de Valois é originária dos descendentes de Carlos, Conde de Valois, também Imperador de Constantinopla, filho de Filipe III de França.

Atualmente descendem de Marguerite de Valois, Duquesa de Valois e Rainha da França, D. Rafaela da Portugal, Comtesse de Valois. 

Blason_comte_fr_Valois.svg.png

 

Castela (casa):

O Reino de Castela foi um estado grande e poderoso na Península Ibérica durante a Idade Média. Seu nome vem da série de castelos construídos na região. Tudo começou no século 9 como o Condado de Castela (Condado de Castilla), um senhorio da fronteira oriental do Reino de Leão. Durante o século 10, seus condes aumentaram sua autonomia, mas foi somente em 1065 que foi separada de Leão e se tornou um reino por direito próprio. Entre 1072 e 1157 foi novamente unida a León, e depois de 1230 esta união tornou-se permanente. Ao longo desse período, os reis castelhanos fizeram extensas conquistas no sul da Península Ibérica às custas dos principados islâmicos. Os Reinos de Castela e Leão, com suas aquisições ao sul, passaram a ser conhecidos como a Coroa de Castela, termo que também passou a abranger a expansão ultramarina.

Na atualidade, D. Rafaela da Silva Melo e Württemberg é a atual Rainha Consorte do Reino de Castela e o Rei que descende de outra casa real, já foi escolhido e deve ser anunciado em breve. 

800px-Escudo_de_Castilla.png

Barão/Lady Wenlock: 

Baron Wenlock é um título que foi criado três vezes, uma vez no Pariato da Inglaterra e duas vezes no Pariato do Reino Unido. A primeira criação veio em 1461, quando o soldado Sir John Wenlock foi convocado ao Parlamento como Lord Wenlock. No entanto, ele não tinha filhos e com sua morte em 1471 o título foi extinto.

A segunda criação veio no Pariato do Reino Unido em 1831, quando Sir Robert Lawley, 6º Baronete, foi nomeado Barão Wenlock, de Wenlock no Condado de Shropshire. Ele já havia representado Newcastle-under-Lyme na Câmara dos Comuns. No entanto, ele não estava sem filhos, mas com sua morte em 1834 o baronato foi extinto. Ele foi sucedido no baronete por seu irmão mais novo, o sétimo baronete. Ele foi um ex-membro do Parlamento de Warwickshire.

Com sua morte, o título passou para seu irmão mais novo, o oitavo baronete. Em 1820, ele herdou a propriedade Escrick em Yorkshire de seu tio Richard Thompson e assumiu por licença real o sobrenome de Thompson no lugar de Lawley. Ele também representou Wenlock e East Riding of Yorkshire. Em 1839, doze anos antes de ter sucesso no baronato, o baronato criado para seu irmão mais velho foi revivido quando ele foi nomeado Barão Wenlock, de Wenlock, no condado de Shropshire. O seu filho, o segundo Barão, foi deputado por Pontefract e serviu como Lord Lieutenant of the East Riding of Yorkshire.

Seu filho mais velho, o terceiro barão, serviu notavelmente como governador de Madras. Seu quarto irmão, o sexto barão (que sucedeu seu irmão mais velho em 1931, que por sua vez sucedeu seu irmão mais velho em 1918), serviu como governador da Austrália Ocidental, da República do Transvaal e de Madras. Seu único filho e herdeiro Hon. Richard Edward Lawley morreu jovem e com a morte de Lord Wenlock em 1932, ambos os títulos foram extintos.

Em 1986, D. Rafaela da Silva Melo herdou o título em sua versão feminina Lady Wenlock. 

Em 2012, Much Wenlock em Shropshire foi homenageada nos jogos olímpicos de 2012 com um dos mascotes, chamado Wenlock, representando a crescente exportação de aço inglês no Mundo.

E como anunciado no início da postagem: uma foto nova.

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